No começo é uma raivinha à toa…


No começo era só
uma raivinha à toa.
Uma coisa boba, que nem tinha razão de ser,
mas que, mesmo assim, era
.” ( p.2)

Muitos pais comentam que com o isolamento, as crianças estão brigando mais. Mas isso não acontece só com os pequenos, ultimamente as pessoas estão facilmente perdendo o controle, seja no trânsito, em ambiente públicos e  em casa. A agressividade e a raiva podem comprometer e a convivência e até causar sérios conflitos.

Em A raiva, Blandina Franco trata desse tema tão inerente ao ser humano, de maneira que a criança seja capaz de compreendê-lo. No livro, a linguagem verbal e a visual dialogam perfeitamente.  Já na capa, em fundo branco com letras em preto, o pingo da letra “i” é uma gota vermelha, já convidando o leitor a se aventurar na leitura. A cor vermelha é popularmente associada à paixão, e ao perigo, como no sinal vermelho do semáforo, assim é fácil para o pequeno leitor associar a cor com o tema. A ilustração fica por conta de José Carlos Lollo. É interessante que Blandina e Lollo são marido e mulher.

A narrativa mostra como a raiva começa pequenina e como se alimenta de si mesma e de outras coisas banais, como o olhar de alguém, uma palavra torta ou do agir das outras pessoas.


A raiva
Blandina Franco e José Carlos Lollo
Ed. Pequena Zahar



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